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Novo golpe, criminosos incluem vítimas em grupos de WhatsApp
« Online: Abril 16, 2019, 08:24:05 am »
Novo golpe, criminosos incluem vítimas em grupos de WhatsApp

Números das vítimas são clonados e utilizados para pedir dinheiro a todos os contatos da agenda


Golpe do WhatsApp – A tecnologia, mais uma vez, está sendo usada a favor do mundo do crime. O objetivo agora é arrancar dinheiro das vítimas por meio do Whatsapp. Cibercriminosos estão mandando mensagens de oferta de empregos. Ao responder a mensagem, o número da vítima é clonado e usado para pedir dinheiro a outras pessoas que estão na lista de contatos.


Com aproximadamente 13 milhões de desempregados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a oferta de uma vaga no mercado de trabalho é tentadora.


Entretanto, esse cenário pode oferecer riscos à segurança das informações dos usuários, que ficam expostos a brechas de privacidade.

Bruno Pereira, 22 anos, é uma das vítimas do golpe. O morador de Brasília conta que uma pessoa entrou em contato com ele, de um número com o DDD de Minas Gerais. A proposta era realmente de um emprego. Para conseguir a vaga, porém, Bruno foi orientado a entrar em um grupo de WhatsApp.

O fraudador pediu que a vítima lhe enviasse uma senha, que chegaria via SMS. Assim, ele seria incluído no grupo. “O SMS chegou e eu entreguei a senha. Logo o meu WhatsApp foi clonado e eu não consegui mais ter acesso a minha conta”, contou.

O golpista passou a pedir dinheiro aos contatos de Bruno, se passando pelo rapaz. A conta dele no app precisou ser cancelada e um novo chip, adquirido. Após perceber que tratava-se de um golpe, o jovem registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos do Distrito Federal (DRCC).

O advogado especialista em direito digital do BVA advogados, Felipe Barreto Veiga, explicou que os crimes de natureza eletrônica são difíceis de serem investigados pela dificuldade que o agente tem de encontrar provas materiais concretas.

Segundo ele, por oferecerem um menor potencial de dano à sociedade, as violações acabam tendo uma prioridade menor dentro das delegacias. “Ainda faltam condições para solucionar esses crimes dentro do Brasil”, disse.

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